Samba
O Brasil com certeza pode se orgulhar da riqueza de sua música, de sua cultura.
Mas o Samba certamente é nossa principal referência, nosso maior símbolo. Tanto que no exterior, é ao Samba, ao Carnaval, que logo associam nosso país.
É difícil relatar com exatidão as origens do Samba, dada a quantidade de opiniões e divergências a respeito do assunto. Mas vamos às informações em que a maioria dos pesquisadores concorda.
O Samba inegavelmente, apesar das grandes divergências entre diversos pesquisadores, tem sua origem, suas raízes no Continente Africano, onde surgiram os primeiros sons, e ao que tudo indica, nascidos dos rituais religiosos.
O nome variava de acordo com a região, e aqui, já foi chamado de zambra, zambo, zamba, semba e batuque.
Inicialmente os escravos chamavam sua dança de “Semba”, que significava “Umbigada”, o que no Brasil no século XVI veio a ser denominado “Batuque”, englobando todos os sons e danças que vinham da África.
Todos concordam então, que “batuque” era uma espécie de nome genérico que servia para caracterizar tanto a música com a dança dos Africanos.
Outra coisa dada como certa é que a palavra Samba apareceu na Imprensa Brasileira pela primeira vez, num Jornal no Recife no começo do século XIX.
O texto de autoria do padre Lopes Gama fazia referência ao samba e o classificava como coisa da periferia e do meio rural, diferente dos salões da província, onde dançavam ao som de valsas e polcas.
É importante lembrar que no caminho temos o “Lundu”, canto e dança de origem Africana e que chega ao Brasil no século XVIII - a ”Habanera” , música e dança cubana do século XIX, que influencia o Maxixe e até mesmo o Tango - a “Polca” em meados do século XIX, originária dos salões europeus - o “Maxixe” no fim do século XIX e começo do século XX, que recebeu influências do Tango, da Habanera e da Polca - e por fim o “Choro”, gênero musical carioca do final do século XIX.
O Maxixe como Dança de Salão, pode ser considerado pioneiro, pelo menos na área urbana.
Conhecido como a “Dança Proibida”, era dançado em locais mau-vistos pela sociedade como as Gafieiras da época que eram freqüentadas também por homens da sociedade, em busca de diversão com mulheres de classes sociais menos favorecidas, além da forma supostamente sensual como seus movimentos eram executados.
A partir da década de 30 (séc.XX), o Maxixe cede espaço para novas formas de Danças de Salão, acompanhando a tendência musical da época, com músicas um pouco mais lentas do que o de costume, e vai surgindo o Samba como forma de Dança.
O Samba dança vinha se desenvolvendo nas gafieiras e cabarés nas primeiras décadas do séc. XX no Rio de janeiro, mantendo ainda elementos da Polca, do Maxixe, do Xótis, etc.
Por outro lado havia o surgimento populacional nos morros, composta em sua maioria por negros que migraram da Bahia já no final do séc. XIX, dando origem aos poucos a um samba mais percussivo, com suas origens africanas, ou seja o batuque mais marcante.
Surgem então as escolas de samba e ao que tudo indica o samba no pé.
O primeiro samba oficialmente gravado, foi “Pelo telefone”, (veja “letras famosas” em curiosidades) de Donga e Mauro de Almeida em 1917. Mas foi Donga (Ernesto dos Santos) quem registrou a obra na gravadora Odeon.
Na verdade, “Pelo telefone” teria sido composta numa roda de samba por vários nomes como era de costume na época.
O samba dança continuou sofrendo influências e a partir da década de 40 se firma definitivamente como Samba de Gafieira, o que diferenciava o samba dançado nas gafieiras e cabarés da cidade, das outras manifestações.
Evoluindo a cada década, o samba de gafieira vai mudando sua cara, sempre com a influência de diversos ritmos, mas com certeza nada tão marcante como as mudanças determinadas pelo “Tango” nas últimas décadas, tornando a dança rica em movimentos, e ratificando o Samba de Gafieira como o ritmo mais importante da Dança de Salão Brasileira.
Fonte: adaptação feita a partir de trechos do fascículo “história do samba” da Editora Globo, e do cruzamento de informações de sites relacionados e depoimentos.