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Samba-Rock

Dois pra lá, dois pra cá, trançando os braços... Essa pode ser uma definição simples para o ritmo, mas representa bem a forma de dançar o Samba-Rock. Sua riqueza está no nível superior dos dançarinos, nos movimentos de braços, que somados ao “espírito”, e a forte característica da Dança, torna o Samba-Rock irresistível. O Samba-Rock acaba sendo também, uma forma de dançar bastante distinta das outras formas de Samba Dança, como o Pagode, o Samba de Gafieira e o Samba no Pé, que têm seus movimentos focados no nível inferior dos dançarinos. O cruzamento do balanço do Samba, com o acento do Rock... Outro detalhe que caracteriza a dança,é o realce nos pés e nos braços acentuando o tempo “4” do compasso musical. Característica que se estendia às músicas ligadas ao ritmo na década de 70, que invariavelmente tinham “palmas” no mesmo tempo musical. A Dança veio antes da Música... O “samba-rock” era dançado originalmente ao som do Swing americano e posteriormente firma-se como a forma de dançar a “Black Music” em bailes da periferia da Capital e principalmente Grande São Paulo. Conta Jorge Ben Jor que em um de seus primeiros bailes em São Paulo, o pessoal já dançava dessa forma. O termo “Samba-Rock” aparece em 1958 na música “Chiclete com Banana” de Gordurinha e Almira Castilho, cantada por Jackson do Pandeiro. Mas demorou muito tempo para designarem de Samba-Rock, a música que misturava a batida do Samba com a “levada” do Rock no violão, nas guitarras ou nos “órgãos” como Ed Lincoln, um dos principais nomes ligados ao ritmo no fim dos anos 60 e década de 70. O ritmo já foi chamado de “Suíngue” e “Sambalanço”. Ainda hoje em alguns locais, na cultura “Black”, a dança e o som são chamados de Suíngue. Tudo indica que já havia quem fizesse essa fusão musical, esse som no início da década de 60, antes mesmo da Jovem Guarda estourar. Mas essa mistura é realmente percebida, com essa batida diferenciada por volta de 1968, quando Jorge Ben , que coloca em seu violão uma levada diferente, conhece em São Paulo o Trio Mocotó, que acrescenta a essa levada, um Samba também diferenciado com o acento do rock nas batidas “2” e “4”. Essa união tornaria sucesso o som de Jorge Ben por todo o país e levaria de carona o Trio Mocotó. É bom que se diga que enquanto o “Trio” sempre fez questão de chamar seu som de Samba-Rock e adotou o termo, Jorge Ben Jor sempre negou a expressão para designar sua música. Na verdade Samba-Rock define mais um estilo de Dança do que propriamente um estilo musical, que para alguns, foi criado pelos DJs das casas Black na década de 70. O Samba-Rock atinge seu auge nessa década, mas logo perde espaço para a Disco Music. Depois de ficar praticamente duas décadas fora da mídia, volta em meados do ano 2000 com força e não mais restrito aos bailes da periferia, atingindo novamente a mídia, as academias de dança e as casas noturnas de São Paulo. Resgata nomes como o próprio Trio Mocotó, Bebeto (considerado por alguns um “imitador” de Jorge Ben no início da carreira) entre outros. Ed Lincoln, Itamar Assunção, Branca Di Neve, Marku Ribas e Clube do Balanço são outros nomes importantes na história do Samba-Rock.

Fonte: algumas informações colhidas do site triomocoto.com.br

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